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quarta-feira, 18 de maio de 2011

BIOGRAFIA DE UM CANÁRIO 1ª e 2ª parte


Todos os que têm a paciência de me lerem e me dão a honra seguirem este blog dedico esta pequena história, de minha autoria, sobre a existência de um canário desde que sai do ovo até à altura de ele próprio, seguindo o ciclo da natureza, poder vir a reproduzir-se.
Dado o hábito que tenho de quando começo a escrever algo sairem textos muito compridos, para não vos cansar, vou publicar a história em três em ou quatro partes, em dias consecutivos.
Espero, sinceramente, que gostem tanto como o prazer que senti em, por momentos, me tornar um contador desta história

Hoje rompi a casca e saí do ovo, está algo fofo e quentinho por cima de mim não faço ideia do que é mas é agradável, aqui ao lado, sinto-o, o meu irmão luta para vir para o pé de mim. Não vejo, ainda, mas sei que a mamã o está ajudar a livrar-se da casca; finalmente consigo senti-lo junto a mim, é bom, aquecemo-nos um ao outro enquanto a mamã vai buscar comida para nós. O outro irmão não teve força para sair do ovo mas não faz mal assim até nos vai ajudar quando a mamã nos vem olhar e dar de comer, apoiamo-nos nele para nos erguermos melhor.
Que é isto!? O ninho está-se a deslocar e a mamã fugiu, continuo sem ver, mas sinto claridade, estão a dar-me piparotes na ponta do bico, já sei… vem aí papinha mas se a mamã não está quem me mexe? Humm… o melhor é abrir o bico e pedir a comida, o estômago já começa a queixar-se, não sei tossir mas engasguei-me; não é a minha mamã quem me está a dar a comida mas esta também não é má… e então!... Não há mais... só isto? Ah! Já percebi estava a comer a entrada porque a mamã me está agora, também, a dar de comer, esta papa é bem melhor é mais saborosa e até parece que me satisfaz mais.


Os dias passam rápido, já abro os olhos e, que bom, tenho três pais o papá e mamã canários e um que não fala para nós mas que também nos dá comida de quando em vez, mas já começo a temê-lo um bocado, dá-nos a comida muito depressa, tem uma fala esquisita que não percebemos mas sabemos que vem aí comidinha quando faz aqueles ruídos esquisitos.
Hoje fazemos seis dias de vida o ovo onde nos apoiávamos desapareceu repentinamente, não fomos nós que o empurramos para fora do ninho, o papá que não é canário revelou-se muito mau. Mesmo quando nos oferece comida já não queremos, escondemo-nos no fundo do ninho para ele não nos ver, mesmo assim hoje agarrou-me, com medo fiz cócó na mão dele, é mesmo mau, como castigo puxou-me a pata meteu-me os três dedos dianteiros numa coisa esquisita que parece um anel e empurrou-o de tal forma que o dedo traseiro quase colou à minha pata. Magoou-me muito, definitivamente, não gosto mais dele!
(Continua)


BIOGRAFIA DE UM CANÁRIO ** (2.ª Parte)
A todos os que têm a paciência de me lerem e me dão a honra seguirem este blog dedico esta pequena história, de minha autoria, sobre a existência de um canário desde que sai do ovo até à altura de ele próprio, seguindo o ciclo da natureza, poder vir a reproduzir-se.
A qui fica a segunda parte, não é nada que todos a todos os criadores não tenha uma vez por outra acontecido mas a nem todos ocorre a ideia de passar para a escrita o nosso dia a dia na criação de canários e sobretudo "visto" pelos olhos de um canário. Usufruam e sorriam.

No final da 1.ª arte o pequeno herói deste escrito tinha acabado de ser anilhado, ficando um bocado dorido com o acontecido, vamos continuar a ler que sucedeu depois de anilhado.


É quase noite a mamã conseguiu tirar o anel que aquele malandro também colocou no meu irmão e prepara-se para tirar o meu, espero que não me magoe tanto. Não sei que se passa a mamã bem se esforça mas o meu anel não sai, bem também não admira, sou mais forte do que o meu mano.


Sinto frio a mamã não conseguiu tirar o anel e puxou-me com tanta força que caí do ninho, arrasto-me nem sei bem para onde, cada vez estou mais gelado não tenho fome porque comi há pouco mas sinto sono, muito sono, tenho vontade de fechar os olhos o frio já me chega aos ossos a mamã não me vem aquecer sinto-me a desfalecer, acho que me estou a mexer mas não saio do sitio, tenho os olhos fechados pois não tenho força para os abrir mas noto que o novo dia está a chegar pois sinto a claridade, acho que tenho fome mas nem consigo abrir o bico para pedir comida.


Engraçado! Já devo estar morto pois o frio está a passar, parece que estou a passar num túnel de calor está a ficar tão quente que até estou com a pele húmida, será que estou a transpirar!? Já passou o calor do túnel mas continuo rapidamente a aquecer; sinto o calor do meu irmão que incomodado com a minha pele ainda fria se afasta mas eu vou atrás dele, não sei como aconteceu mas estou novamente no ninho. Ah, Lar Doce Lar! Sinto o calor da mamã, pede-me desculpa pois quase me perdeu e diz que não vai tentar tirar outra vez o anel. Também ela apanhou um bom susto quando caí do ninho.


Muitas vezes se mexe o ninho, a mamã fugiu de repente, já sei, é o outro pai mau que a fez fugir. Não sei o que é que ele quer, eu e o meu mano bem nos escondemos mas ele parece gostar de mexer em mim, lá está outra vez aquele calor esquisito, tenta dar-me comida mas eu não como, não gosto dele.


Pronto o ninho já está outra vez no lugar, sinto muita fraqueza, a mamã insiste para que eu coma alguma coisa; com dificuldade lá consigo abrir o bico e a mamã regurgita aquela papa tão gostosa, engraçado depois de comer o primeiro bocadinho fiquei com vontade de mais e a mamã volta a dar-me perante os protestos do meu irmão que também quer comida e atenção, vale-lhe o nosso pai canário enquanto a mamã trata de mim.


Os dias passam rápido, já se foram dez dias depois do que me aconteceu, recuperei e ganhei mais peso, tenho uma plumagem que se revela bonita e quer eu quer o meu irmão já espreitamos cá para fora, às vezes vemos o pai mau a olhar para nós… bem acho que também não é assim tão mau, afinal está sempre a dar coisas boas aos nossos pais canários, que por sua vez as dão a nós. Ainda no outro dia deu-nos um ninho novo, limpinho e com cheirinho que pôs de um spray.


Hoje foi dia de aventura, temos dezoito dias de vida. Eu e o meu irmão temos estado a apostar quem vai sair primeiro do ninho, ultimamente passamos muito tempo a exercitar as asas para o nosso primeiro pequeno voo e ganhei a aposta, fui o primeiro a voar… quer dizer foi um voo directo de nariz no chão da gaiola. Com alguma dificuldade consegui depois de inúmeras tentativas voltar ao ninho, os meus pais canários andaram sempre de volta de mim incitando-me a voltar para o ninho. Davam-me pouca comida de cada vez para eu ir atrás deles, enfim foi um sucesso, saí e voltei para o ninho.

(Continua)
Fonte do texto e Imagens
http://canariosarlequimportugues.blogspot.com/

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Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapãoEles não têm pouso nem portoalimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto de saberes que o alimentodeles já estava em ti... (Mario Quintana) .

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"A renovação (águia de Fogo) Fenix ...devemos aprender com a águia, a ave que voa mais perto do Céu, que vê longe e também tem mais tempo de vida. Ela pode viver até 70 anos! Mas, para chegar a essa idade, ao chegar aos 40 anos, ela precisa tomar uma decisão muito difícil. Devido às suas unhas estarem muito encurvadas, já não consegue mais agarrar suas presas para se alimentar. E seu bico, longo e pontiagudo, fica curvado, voltando-se contra seu peito. As suas penas crescem e se avolumam demais, de forma que suas asas tornam-se pesadas e, assim, fica difícil para ela voar. Para continuar a viver, ela tem de enfrentar um doloroso processo de renovação, o qual dura 150 dias. Ela se dirige a algum lugar próximo a uma parede – onde não necessite voar. Então, começa a bater o bico contra a pedra, até arrancá-lo. Depois, espera até que lhe cresça um bico novo, para que possa desprender suas unhas, uma por uma. Em seguida, espera que estas cresçam, para que possa arrancar as penas. A águia tem de decidir arrancá-los para que estes sejam renovados. Assim, com o bico, as unhas e asas novas, ela pode voar e sobreviver novamente.”
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