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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Que passarinho é esse mãe?


Cacatua-preta (Probosciger aterrimus)

Pois é né... É muito comum as pessoas se referirem a todo animal de bico e pena por PASSARINHO. Mas, aos ouvidos de quem entende, isso dói, e dói muito.

O "Globo Repórter", aquele programa da Rede Globo que insiste em passar notícias para informar as pessoas, muitas vezes (pra não dizer todas as vezes), peca quando mencionam sobre animais. Infelizmente eles não costumam passar seus textos para uma pessoa experiente (um biólogo) que entende do assunto para revisar a matéria e impedir de ir ao ar essas besteiras. Eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes já mandei e-mails fazendo correções e nada de me responderem decentemente. O que eu recebo são frases prontas: "Obrigado. Sua sugestão foi enviada para o departamento competente e blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá".

Então, vendo essa dificuldade, deixo um texto, adaptado, colhido no Atualidades Ornitológicas pelo site www.ao.com.br, onde explica direitinho que: NEM TODAS AS AVES SÃO PÁSSAROS!



David Attenborough, em sua monumental obra A VIDA NA TERRA, afirma que "A pena é algo extraordinário, é uma substância a que poucas se comparam como isolante término e nenhuma, seja de origem animal ou fabricada pelo homem, a supera como material de vôo. ... As características que distinguem as aves dos outros animais estão quase sempre ligadas, de uma forma ou de outra, aos benefícios trazidos pelas penas. Na realidade, o simples fato de possuí-las é suficiente para definir uma criatura como ave". Mas o que dizer dos familiares classificados dos jornais: ANIMAIS e AVES? Notório contra-senso! Melhor seria dizer AVES e OUTROS ANIMAIS.


Flamingo-americano (Phoenicopterus ruber ruber)

Outro deslize relativamente comum é freqüente na televisão. Programas como MUNDO ANIMAL, por exemplo, extremamente meritórios por seu excelente conteúdo, deveriam contar com rigorosa assessoria científica quando de sua versão para o Português, evitando que aves como garças, tucanos, araras e outras continuem sendo denominadas pássaros, o que constitui erro palmar. Também as publicações dedicadas a Ornitofilia, Ornitologia Amadora e assuntos correlatos estampam com assiduidade títulos do tipo "PERIQUITOS ONDULADOS, PÁSSAROS MARAVILHOSOS", "AGAPORNIS, PÁSSAROS DO AMOR" etc. Ora, que o leigo cometa tais equívocos é compreensível e até perdoável, mas, deve confessá-lo, quem tem algumas noções de Ornitologia não os engole sem veementes protestos!



Agapornis personata

Rodolpho von Ihering, um dos maiores naturalistas deste País, já frisava em sua obra magna, o DICIONÁRIO DOS ANIMAIS DO BRASIL: "Pouca gente costuma fazer distinção com valor classificativo, no emprego dos vocábulos ave e pássaro, peculiares à nossa língua e à espanhola. O francês emprega indiferentemente oiseau, tanto ao designar o avestruz como o pardal e da mesma forma Vogel em alemão e bird em inglês aplicam-se a qualquer vertebrado plumado. Mas ninguém, falando corretamente nossa língua, dirá que a ema, o gavião e o papagaio sejam pássaros". O mestre até exemplifica: "Termos ouvido definir que pássaros são as aves pequenas. Estará certa? O bem-te-vi é um pássaro, mas a rolinha, muito menor, pode ser designada assim? Certamente que não, pois a rola é uma pomba e os representante desta ordem não são pássaros, porém aves, como as galinhas".




Depreende-se, portanto, a existência de valor classificativo para a palavra pássaro. Todos os vertebrados providos de penas são aves, inclusive os pássaros. Estes, porém, pertencem a um grupo zoológico bem caracterizado, constituindo a ordem Passeriformes. E a ela não se filiam tuins, andorinhões e nem mesmo os beija-flores, apesar de suas reduzidas dimensões. Daí se deduz que, se quisermos empregar com exatidão os vocábulos ave e pássaro, a noção de tamanho deve ser completamente abandonada, levando-se em conta apenas o critério de classificação. Pássaros, só os Passeriformes, que têm bico desprovido de membrana na base, tarsos isentos de penas, pés com três dedos dirigidos para a frente e um para trás e unha do dedo posterior mais forte que a dos anteriores, dos quais os dois interiores são ligados entre si na base.

Já que, para o leigo, isso não quer dizer muito, embora elimine uma série de espécies (todas as que têm dois dedos dirigidos para a frente e dois para trás, por exemplo, incluindo-se aí os menores pica-pauzinhos), a única maneira prática de esclarecê-lo é relacionando todas as famílias de Passeriformes que ocorrem no Brasil:

Cerebídeos (saís, cambacicas etc);
Corvídeos (gralhas);
Cotingídeos (arapongas, anambés, pavó, crejoá, corocochó etc.);
Dendrocolaptídeos (arapaçus e subideiras);
Estrildídeos (bico-de-lacre);
Formicariídeos (chocas, tovacas, papa-formigas etc);
Fringilídeos (azulão, curió, bicudo, canário-da-terra, cardeal, patativa, caboclinho, papa-capins, tico-ticos, trinca-ferro, tiziu etc);
Furnariídeos (joões-de-barro, bentererês, trapadores etc);
Hirundinídeos (andorinhas);
Icterídeos (chupim, pássaro-preto, graúnas, japus, corrupião etc);
Mimídeos (arrebita-rabo, sabiá-da-praia, japacanim);
Motacilídeos (caminheiros);
Oxiruncídeos (bico-agudo);
Parulídeos (pula-pulas, pia-cobra, mariquitas);
Piprídeos (tangarás, fruchus, rendeira, flautim etc);
Ploceídeos (pardal);
Rinocriptídeos (macuquinhos, tapaculo-preto etc);
Sulviídeos (balança-rabos, chiritos, bico-comprido);
Tersinídeos (saí andorinha);
Tiranídeos (bentevis, suiriris, sebinhos, tesouras, viuvinha etc);
Traupídeos (sanhaços, saíras, gaturamos, tiês, pipiras etc);
Trogloditídeos (corruíras, garrinchas etc);
Turdídeos (sabiás);
Vireonídeos (pitiguari, juruviaras, verdinho-coroado).

Como se vê, a quantidade não é pequena. Das cerca de 1.590 espécies de aves presentes no País (segundo o prof. Helmut Sick), quase 900 são pássaros. É importante atentar para os casos de evolução convergente, não confundindo com pica-paus os arapaçus (Dendrocolaptídeos), que se comportam como aqueles (Picídeos, da ordem Piciformes) mas possuem três dedos dirigidos para a frente e um para trás. O mesmo se diga de andorinhas (Hirundinídeos) e andorinhões. Estes, da família Apodídeos, não são pássaros, pertencendo à mesma ordem dos beija-flores (Apodiformes). Também os tuins, periquitos e similares nada têm a ver com pássaros, por menores que sejam (integram a família Psitacídeos e ordem Psitaciformes). Analisando-se com atenção as famílias que compõem a ordem Passeriformes no Brasil e seus respectivos exemplos não há como errar, evitando-se o emprego incorreto de uma palavra que, em nossa língua, tem valor classificativo.




Portanto, todos os pássaros são aves, mas nem todas aves são pássaros!

ATUALIDADES ORNITOLÓGICAS
OTÁVIO SALLES, Jacutinga-MG

Depois dessas informações bem bacanas deixo uma pergunta: O QUE HÁ DE ERRADO COM O LORO JOSÉ, DA ANA MARIA BRAGA?

É isso aí pessoal, por hoje é só.
Fonte do texto e Imagens
http://danianderson.blogspot.com/2009/07/que-passarinho-e-este.html

Mosaico Vermelho


VERMELHO MOSAICO LIPOCROMO
Uma opinião para uma base prática de criação
Carlos Lima
Juiz Internacional / O.M.J.
Fones: 212952957 / 212599075 / 9365974576
Revista SPCO 2002
Arquivo Editado em 02/Out/2004
Como criador e Juiz de canários de cor, desde muito jovem dedico a minha atenção a este maravilhoso canário, que tantas paixões suscita.
Muitos criadores do factor mosaico, são constantemente confrontados com diversas situações, não conseguindo obter respostas.
Muitos juizes (nacionais ou internacionais) têm um critério diferente de avaliação nas exposições que participam.
Como exemplo os criadores belgas e holandeses, apreciam um canário mosaico, que apresente um manto muito branco, luminoso, não dando tanta importância à intensidade do vermelho nas zonas de eleição (máscara grande e cheia - ombros e rabadilha, com um vermelho intenso e remiges completamente brancas).
Em contrapartida os criadores italianos especialistas no factor mosaico e muito mais avançados apreciam uma ave com uma cor mais profunda o que permite um maior contraste (combinação do vermelho intenso, luminoso nas referidas zonas de eleição com um branco imaculado).
Considerando que o gene mosaico (m) está influenciado pelo sexo e não ligado ao sexo.
O gene mosaico alelo (gene que determina o mesmo carácter) a saber dos genes intensos e nevados ao qual o gene mosaico determina a distribuição do pigmento amarelo ou vermelho, em determinadas zonas do corpo (zonas de eleição).
- Cabeça
- Ombros (com intensidade máxima)
- Rabadilha
Os genes intenso e nevado (são alelos entre si) pois determinam a distribuição do lipocromo nas penas do canário.
Dito isto, facilmente compreendemos como alguns canários mosaicos, apresentam nevadura nas zonas de eleição, outros o inverso são mais intensos, pelo que são mais valorizados nas exposições.
Quando um canário apresenta uma simples dose do gene nevado (uniformidade lipocromica) ou do gene mosaico (distribuição localizada) o fenótipo que apresenta é intermédio, já que os
genes são codominantes (pois têm igual força genética) produzem no entanto um fenótipo mesclado entre ambos os caracteres.
As fêmeas apresentam um fenótipo de machos mosaicos (máscara na cabeça) e os machos em fenótipo de fêmeas (máscara partida).
MODELO MOSAICO
Na criação de canário mosaico, é difícil estabelecer prioridades.
Como exigência do criador, torna-se necessário estabelecer um modelo de mosaico completo (máscara cheia - intensa, peito muito marcado) para os machos, ao contrário a fêmea deve Apresentar, lipocromos intensos e uma bela linha ocular (fêmea de exposição).
Uma cabeça bem redonda, para fazer realçar a máscara.
A presença dum factor "óptico" que determina a intensidade do lipocromo e o factor "craie" que determina um manto branco opaco, luminoso e sedoso.
Presentemente os especialistas deste factor, possuem conhecimentos profundos exigindo do criador uma orientação certa para a linha que pretendem criar, a saber:
- Linha Macho
- Linha Fêmea
- Linha intermediária Significa que teremos 3 linhas distintas
CRUZAMENTOS

Linha Macho tipo 2

Macho máscara cheia e lipocromos intensos X Fêmea com máscara e lipocromos intensos
Deste cruzamento apenas resultam machos para as exposições, pois apresentam as características referenciadas.
As Fêmeas apresentam lipocromo intenso na cabeça (máscaras umas maiores outras menores) não servem para exposições mas são de grande utilidade para produzirem bons machos.

Linha Fêmea tipo 1

Macho com máscaras reduzidas ao mínimo sem lipocromo sob o bico idênticos as fêmeas, que são utilizadas no cruzamento n° 1.
X
Fêmea apenas com uma bela linha ocular (exposição) mas sempre com um lipocromo intenso.
Deste cruzamento resultam belas fêmeas, para serem expostas em concurso.
Quanto aos machos, apresentam as características idênticas às fêmeas referenciadas no cruzamento n° 1 não servindo para as
exposições.


Linha Intermediária

Macho com máscara intensa, mas com menos intensidade de lipocromos (zona de eleição da cabeça delimitada na sua extensão)
X
Fêmea apenas com uma bela linha ocular, ou com máscara.
Deste cruzamento resultam:
Machos intermédios
Fêmeas de exposição
Fêmeas com máscara mais ou menos intensa
Nota importante:
O mosaico é um verdadeiro canário de desenho, sendo o contraste de cores, de grande importância na sua seleção.
- Ao contrário do que muitos criadores de idéias tradicionais pensavam e diziam, que era benéfica a introdução do factor marfim em possíveis acasalamentos, este conceito é totalmente errado.
- O factor marfim introduzido nos canários com factor mosaico (vermelho ou amarelo) diminui a qualidade da cor de fundo, conduzindo-nos automaticamente a um modelo de canário, menos colorido (intensidade diminuída) e como conseqüência uma perda enorme do contraste do vermelho ou amarelo intenso com a cor branca.
- No entanto o factor marfim, têm outra característica importante, conduzindo-nos ao melhoramento da plumagem o que é bem positivo neste acasalamento.
- Quanto à coloração destas belas aves, é idêntica aos demais canários de cor (factor vermelho), iniciando-se a partir do 45° dia:
70 gr de Carofil Red
30 gr de Bogena intensif.
Total -100 gr
Desta mistura por cada Kg de papa húmida adiciona-se 5 a 7 gr de colorante.



http://serranoecarvalhuco.blogspot.com/2010_10_01_archive.html

Diamante Estrela


ISTRIBUIÇÃO: Austrália setentrional.

DIMENSÕES: Aproximadamente 11 a 12 cm.


DISTINÇÃO ENTRE OS SEXOS: Os machos deste espécie possuem máscara maior e uma coloração mais escura no ventre do que nas fêmeas.

CARACTERÍSTICAS SOCIAIS

Estas aves tem um comportamento extremamente calmo e sociável, e normalmente pacifico quer no relacionamento com outras aves da mesma espécie quer com outras aves que habitem no mesmo viveiro, reacção defensiva na protecção dos ninhos.
É possível fazer criação de um casal, bem como de um pequeno grupo.

ALIMENTAÇÃO

Mistura de sementes para aves tropicais, com um suplemento de alimentos verdes. Deve dispor sempre de grit em quantidades suficientes para satisfazer as necessidades digestivas.

CRIAÇÃO
A criação é um processo por vezes complicado, regra geral são prolíferos mas também péssimos progenitores, este facto deve-se muitas vezes à pouca maturidade das aves utilizadas para criação. Em tais casos, põem ovos, mas não fazem mais nada. Só quando atingem pelo menos um ano de vida, aí sim os Diamantes Estrela estão suficientemente desenvolvidos, do ponto de vista mental, para cuidar do ninho e das crias. O ninho a utilizar preferencialmente será um cesto para canários, deve-se ter em atenção que estas aves habitualmente são maus construtores de ninhos, pelo que, uma ajuda do criador na construção do mesmo será uma boa ideia. De referir ainda que, não são aves ariscas mas não gostam de ser incomodadas durante o período de reprodução, saindo do ninho à mínima perturbação. Em média, têm entre quatro a cinco ovos. Tanto o macho como a fêmea chocam os ovos, alternadamente, de onde nascem as crias ao fim de doze ou treze dias, aproximadamente. A hibridação é uma prática corrente com esta ave, talvez devido à fogosidade dos machos desta espécie. São conhecidos cruzamentos com Diamante Babete, Diamante Bichenov e Diamante Modesto.
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Fonte: Varias Pesquisas
http://serranoecarvalhuco.blogspot.com/

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A Fauna e Suas Belezas !


AVES DO MEU TEMPO

smileys falando

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Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapãoEles não têm pouso nem portoalimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto de saberes que o alimentodeles já estava em ti... (Mario Quintana) .

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"A renovação (águia de Fogo) Fenix ...devemos aprender com a águia, a ave que voa mais perto do Céu, que vê longe e também tem mais tempo de vida. Ela pode viver até 70 anos! Mas, para chegar a essa idade, ao chegar aos 40 anos, ela precisa tomar uma decisão muito difícil. Devido às suas unhas estarem muito encurvadas, já não consegue mais agarrar suas presas para se alimentar. E seu bico, longo e pontiagudo, fica curvado, voltando-se contra seu peito. As suas penas crescem e se avolumam demais, de forma que suas asas tornam-se pesadas e, assim, fica difícil para ela voar. Para continuar a viver, ela tem de enfrentar um doloroso processo de renovação, o qual dura 150 dias. Ela se dirige a algum lugar próximo a uma parede – onde não necessite voar. Então, começa a bater o bico contra a pedra, até arrancá-lo. Depois, espera até que lhe cresça um bico novo, para que possa desprender suas unhas, uma por uma. Em seguida, espera que estas cresçam, para que possa arrancar as penas. A águia tem de decidir arrancá-los para que estes sejam renovados. Assim, com o bico, as unhas e asas novas, ela pode voar e sobreviver novamente.”
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