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sábado, 13 de novembro de 2010

A Arte da Caça

Arte da Caça de Altanaria (1) - (Por Diogo Fernandes Ferreira - Séc. XVII)

(Clicar nas figuras para ampliar)
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Das aves de rapina em geral
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"(...) Aves de rapina são aquelas que se mantêm de aves vivas que elas voando caçam para sua comida.
Destas há vários géneros e diferentes sortes de plumagens.
As estimadas dos grandes senhores são Falcões e Açores, Gaviões e Esmerilhões e Ogeas.
Estas são as mais limpas e nobres, e delas usam os príncipes em sua caça, as quais se avantajam a todas as aves do céu na ligeireza do voar, no atrevimento do ânimo e na força que têm na presa das mãos, nas quais têm tanta que apertando muitas vezes o Açor com suas mãos a do caçador por cima da luva, o constrange a lhe doer o braço sem poder menear os dedos.
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A Natureza, que nada fez sem causa, criou estas para passatempo dos príncipes, pelo que as dotou e fez diferentes de todas as mais aves; com os dedos das mãos da banda de baixo lhes criou uns nós nervosos como verrugas, da cor dos mesmos dedos, e a cada um deles os deu conforme o seu tamanho, o que fez para que assim tivessem força para sustentarem aquelas prisões de que aí ferrassem e se lhe não fossem. Estas de tal maneira têm aferradas as ralés que tomam, que é necessário engenho e muita força para lhes tirar a presa.
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Estes nós que digo só os têm os Falcões, Açores e Esmerilhões, Ogeas e as Águias - as quais se mantêm de aves que elas por sua ponta da asa voando no ar alcançam e prendem, e todas as mais aves carecem deles.
Pelo que advirto ao caçador que for buscar Açores a terras estranhas se lembre do que a Natureza se não esqueceu, porque já aconteceu algumas vezes trazerem a vender, em lugar de Açores, tartaranhas e bilhafres, que em pequenos são bem semelhantes no rosto e plumagem e mais feições aos Açores, e só nas mãos diferem, (pois) que carecem dos nós que digo, e aconteceu haver engano.
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As aves que acima digo nobres se cevam (alimentam) duas vezes ao dia, e sempre buscam aves de novo de que comam, e se alguma coisa lhes sobeja pela manhã, não curam de tornar a ela à tarde; só os Gaviões algumas vezes o fazem, que como são aves pequenas e lhes acontece caçarem perdizes e pombas, e lhes sobeja muita comida, por não tornarem a trabalhar de novo, buscando aves de que se cevem (alimentem), tornam a comer o sobejo.
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As Águias, a quem todas as aves temem, também caçam aves vivas, e como são aves grandes e pesadas o seu modo de caçar é diferente, porque estas voando à tira não poderão alcançar ave alguma, e para o poderem fazer se levantam às voltas, pondo-se nas nuvens; de lá descem às aves que por baixo passam com as asas fechadas, rompendo com o peso da sua grandeza a densidade do ar mais depressa que todas as aves, e assim fazem sua presa no que hão-de comer.
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Muitas vezes erram o lanço, e assim frustradas, constrangidas da fome, descem a tomar a lebre e o coelho, e ás vezes o cordeiro novo; muitas vezes a acharão comendo em cão morto.
Outras aves há de rapina, como bilhafres, altaformas, cabisalvas e assorenhas, as quais tomam algumas vezes aves vivas que comem, mas ordinariamente se mantêm de bichos da terra.
Os corvos e milhanos e brita-ossos e abutres também comem aves e são contadas com as de rapina, mas seu próprio mantimento são carniças. (…)" (*)
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(*) Arte da Caça de Altanaria (por Diogo Fernandes Ferreira).
A obra foi publicada no ano de 1616, ao tempo do domínio espanhol de Portugal (1580-1640).
Teve reedição em 1899, na Biblioteca de Clássicos Portugueses, cujo Director Literário foi Luciano Cordeiro.
Esta derradeira edição ficou a dever-se a: Escriptorio - Rua dos Retrozeiros, 147, Lisboa, Portugal.


Fonte do texto e Imagem
http://torredahistoriaiberica.blogspot.com/2009_05_01_archive.html

Doenças de Aves



Doenças Nas Aves II
As doenças respiratórias são um dos problemas de saúde mais comuns nas aves. Muitas vezes, os sintomas passam despercebidas até ao momento em que a ave morre e já é tarde demais.

As aves têm um sistema respiratório delicado. Ao longo do tempo, o sistema respiratório foi-se adaptando às exigências colocadas pela capacidade de voar e as aves têm, por isso, uma taxa de metabolismo elevada. Devido a esta particularidade, eram utilizadas para a detecção de fumos tóxicos em minas, já que as aves eram mais rapidamente afectadas do que os humanos. Assim, as doenças respiratórias tendem a evoluir rapidamente nas aves, deixando aos donos pouco tempo para identificar sintomas.

Sinais de doença

Movimentos exagerados com a cauda quando a ave está em repouso

A cauda das aves movimenta-se para cima e para baixo cada vez que a ave respira. Numa ave saudável, estes movimentos são quase imperceptíveis. Numa ave com problemas respiratórios, o movimento acentua-se. O movimento da cauda é frequentemente o sinal de doença que mais se destaca.

Descarga nasal ou ocular

Corrimento das narinas ou dos olhos, seja mais espesso ou mais líquido, é sinal de problemas respiratórios.

Nariz entupido

O bloqueio das vias aéreas pode acontecer em vez do corrimento nasal.

Respiração difícil

Por vezes é possível detectar que a ave está a ter dificuldade em respirar, simplesmente prestando atenção ao ritmo da respiração.

Perda de peso

Os problemas respiratórios podem levar à perda de peso pois muitas vezes inibem o apetite.

Espirros ou tosse

As aves também espirram e tossem, embora não tão frequentemente como os humanos quando têm constipações. Por vezes as aves fazem outros sons, uma espécie de gemido, que indica também problemas respiratórios.

Mudança do tom de voz

Quando há infecções na traqueia, a voz das aves pode-se alterar por afectar também a zona onde se encontram as cordas vocais.

Causas

Acreditava-se que as correntes de ar poderiam provocar doenças respiratórias nas aves. Apesar de ser extremamente desconfortável para as aves, as correntes de ar foram retiradas do rol de causas de doenças do tracto respiratório. Um dos principais factores a contribuir para estas doenças é o stress. As aves são particularmente afectadas pelo stress, enfraquecendo o sistema imunitário e tornando-as mais vulneráveis a doenças. A má alimentação ou mais precisamente, deficiências de vitamina A estão também entre as explicações. Parasitas, mudanças drásticas e má higiene contribuem também para o aparecimentos destas doenças.

Diagnóstico

O veterinário pode recorrer a vários testes para diagnosticar a ave. A espécie pode ditar à partida a escolha de uns testes em detrimentos de outros, pois há espécies mais propensas a determinadas doenças do que outras. Os testes mais comuns são:

* Recolha de amostras das descargas nasais ou oculare;
* Lavagens para obter amostras do ambiente nos sacos aéreos e traqueia;
* Radiografia aos pulmões e recolha de sangue também são utilizados;
* Por vezes por pode ser necessária uma endoscopia.


Tratamento

O tratamento das infecções respiratórias passa quase sempre pela administração de medicamentos, geralmente antibióticos, mas podem ser também receitados desparasitantes ou fungicidas, dependendo da doença que afecta a ave. Suplementos de vitamina A podem ser recomendados para fortalecer a ave, mas não se focalizam no tratamento da doença. Em aves mais débeis, pode ser necessário o internamento, a aplicação de medicamentos injectáveis e a alimentação intravenosa.

Doenças comuns

Existem várias doenças que afectam o tracto respiratório. Podem ser de origem vírica, bacterial, parasitárias, entre outras. Algumas das mais comuns são:

Aspergilose

Mais comum em Papagaios cinzentos, a Aspergilose e cusada pela inalação de um fungo, o Aspergillus fumigatus. Na maioria dos casos, as aves não sobrevivem, muito devido à tardia identificação da doença.

Ácaros traqueais

Mais comum em canários, periquitos e frigilídeos. Os ácaros alojam-se na traqueia ou nos sacos de ar.

Psitacose / Clamidiose

Mais comum em Periquitos, Papagaios Amazónicos e Caturras. É uma doença transmissível ao Homem, causando infecções graves e por isso deve ser testada, mesmo em casos de aves que já faleceram.

Conjuntivite

A conjuntivite caracteriza-se pela vermelhidão dos olhos. Se não for tratada, pode evoluir para uma sinusite.


Fonte da Pesquisa=>http://m.arcadenoe.pt/

Pinguim Adélia


Pygoscelis adeliae



Resumo:
Tipo: ave
Dieta: Carnívoro
Longevidade média: até de 20 anos
Peso: 4 a 5.5 kg
Vive: em colónias numerosas
Tamanho: 70 cm
em relação a um homem adulto:


FONTE DO TEXTO E IMAGENS
http://aventurapolar.blogspot.com/2

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pássaro alfaiate-de-cauda-comprida


Pássaro alfaiate-de-cauda-comprida, costureiro da natureza.
Com sua espantosa capacidade de costurar, é fácil ver como o alfaiate obteve esse nome. Essa ave cantora asiática constrói o ninho em espaços seguros. A fêmea une as folhas de plantas vivas umas nas outras para fazer um abrigo à prova d'água suficientemente forte para segurar o ninho e dar alguma proteção para as crias recem-chocadas.
O alfaiate-de-cauda-comprida passa despercebido quando voa. Ativa e agitada, essa ave cantora é mais ouvida do que vista, pois raramente voa mais que um metro de uma área de cobertura densa para outra. Quando voa, ele ergue tanto a sua longa cauda, que parece desajeitado. O macho possui um canto forte, que usa para impressionar a parceira e defender o território. Canta em vários tons, as vezes chega à sete minutos, e, enquanto canta, pode vibrar todo o seu corpo. Quando procuram alimentos, os casais se comunicam com uma séris de trinados e chilreios altos.O alfaiate alimenta-se de insetos, incluindo escaravelhos, formigas e moscas, bem como borboletas e traças e os seus ovos e larvas. Também come aranhas e outros invertebrados, pequenas frutas e sementes. Com seu bico longo e pontiagudo, é fácil para o alfaiate capturar suas presas das folhas e flores. Em raras ocasiões, salta para o solo para pegar alguma que tente fugir, mas volta rapidamente para a segurança da vegetação densa. Em sua busca por insetos, ele procura dentro de uma inflorescência com o bico e, enquanto está ali, aproveita para beber néctar, rico em energia.O hábitat do alfaiate é o bosque aberto, vegetação rasteira, pântano e mangues. Também se adaptou bem à vista dos humanos. A espécies está espalhada por aldeias, vilas e até cidades, bem como plantações e terra cultivada. O alfaiate procura alimentos nos parques e jardins das cidades apanhando insetos de plantas em vasos e canteiros de flores enquanto as pessoas passam. Gosta de procurar alimentos nas estantes e se empoleira em varandas altas. Quando constrói o ninho, esta ave entra muitas vezes nas casas para roubar fibras de coco dos tapetes.A única desventagem das aventuras urbanas do alfaiate é se tornar presa de ratos, cobras e gatos, ou às vezes, ser morto por veículos motorizados.
Depois de um casal de alfaiates ter acasalado, a fêmea constrói o ninho. Faz uma bolsa puxando as bordas de uma folha grande ou algumas menores. Recolhe fibras de plantas, sementes e casca de árvores e seda de teias de aranha. Passa estas fibras através de buracos que faz na bolsa de folhas e faz nós para formar um ninho com materias leves. Depois dos ovos terem chocado, ambos os pais alimentam as crias até estarem prontas para voar, com 12 ou 3 dias de idade.
O alfaiate-de-cauda-comprida está distruibuídos pelo sul da Ásia, da Índia ao sul da China e sudeste da Ásia. Essa ave é adaptável e se sente igualmente em casa em áreas rurais e urbanas.Na Índia e Sri Lanka o ninho do alfaiate-de-cauda-comprida é um alvo popular para os cucos locais. Essas aves parasitas colocam muitas vezes um ovo no ninho de uma ave muito menor. Geralmente o ovo de cuco passa despercebidos aos alfaiates, Uma vez que é semelhante aos seus próprios ovos. Os indivíduo pais adotivos incubam todos os ovos e, quando a cria de cuco choca, a alimenta até ela estar pronta para voar do ninho.
O alfaiate-de-cauda-comprida é um membro da família Silviidae ou família das aves que cantam do velho mundo. Os alfaiates desenvolveram a capacidade de juntar folhas umas às outras. Os parentes próximos do alfaiate-de-cauda-comprida são 14 outras espécies de alfaiates no gênero Orthumus, todos encontrados na Ásia. Outras aves cantoras como alfaiate africano (Artisornis metopias) e a boita-cabeça-dourada(Cisticola exilis) da Austrália também unem as folhas quando constroem os ninhos.


Fonte do texto de pesquisa
http://deoolhonanet.blogspot.com/

Imagem do google

A Fauna e Suas Belezas !


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Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapãoEles não têm pouso nem portoalimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto de saberes que o alimentodeles já estava em ti... (Mario Quintana) .

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"A renovação (águia de Fogo) Fenix ...devemos aprender com a águia, a ave que voa mais perto do Céu, que vê longe e também tem mais tempo de vida. Ela pode viver até 70 anos! Mas, para chegar a essa idade, ao chegar aos 40 anos, ela precisa tomar uma decisão muito difícil. Devido às suas unhas estarem muito encurvadas, já não consegue mais agarrar suas presas para se alimentar. E seu bico, longo e pontiagudo, fica curvado, voltando-se contra seu peito. As suas penas crescem e se avolumam demais, de forma que suas asas tornam-se pesadas e, assim, fica difícil para ela voar. Para continuar a viver, ela tem de enfrentar um doloroso processo de renovação, o qual dura 150 dias. Ela se dirige a algum lugar próximo a uma parede – onde não necessite voar. Então, começa a bater o bico contra a pedra, até arrancá-lo. Depois, espera até que lhe cresça um bico novo, para que possa desprender suas unhas, uma por uma. Em seguida, espera que estas cresçam, para que possa arrancar as penas. A águia tem de decidir arrancá-los para que estes sejam renovados. Assim, com o bico, as unhas e asas novas, ela pode voar e sobreviver novamente.”
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