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terça-feira, 10 de maio de 2011

Aves Europeias

A perdiz-cinzenta está perigosamente perto da extinção
A perdiz-cinzenta está perigosamente perto da extinção
Mike Wilkes/Nature Picture Library






Um estudo recente realizado pelo Conselho Europeu para o Controlo de Aves (CECA) e que teve como objecto de estudo 124 pássaros comuns na Europa, concluiu que em 20 países do velho continente e durante 25 anos cerca de 56 espécies entraram num declínio tão acelerado que poderão mesmo atingir a extinção.

Algumas das aves numa situação mais delicada são a perdiz cinzenta, a rola-brava, ou a cotovia-de-poupa, que num quarto de século perderam entre 62 e 95 por cento das suas populações.

Um representante da CECA sublinhou que a redução dramática nas populações destas aves é de tal forma grave que "alguns destes pássaros campestres só não são consideradas espécies em risco de extinção global, porque nos sensos são incluídas as congéneres asiáticas".

Caçadores com falta de vista

O Fundo de Conservação para a Vida Selvagem levou a cabo outro estudo, dando a conhecer que uma das razões para o extermínio a que a perdiz-cinzenta está a ser alvo, encontra-se amplamente relacionado com a caça e com a confusão feita por muitos caçadores em relação à perdiz-comum.

Para além da falta de vista e discernimento de alguns caçadores, outras das razões para este flagelo já apelidado de "extinção continental" é a cada vez maior quantidade de terreno cultivado, que retira alimento às aves campestres e as obriga a procurar comida noutras paragens. Para algumas destes pássaros, abandonar o seu ambiente natural é quase uma sentença de morte. Está é aliás, uma das razões mais importantes para o declínio de 33 das espécies estudadas, entre elas o pica-pau galego.

Nem tudo é mau

Contudo, existem também boas notícias. Das 124 espécies observadas e estudadas, 29 apresentam sinais de crescimento, o que está a deixar os cientistas optimistas. O corvo, a águia-de-asa-redonda e o bico-grossudo são algumas das aves que revelaram melhores resultados.

Um dos responsáveis pelo estudo da CECA, Richard Gregory, sublinhou que este aumento já era esperado, pois "algumas espécies como a rola-turca não permanecem sempre nos mesmos habitats e aprenderam a tirar vantagem das novas oportunidades".

Por outro lado a recuperação das populações da águia-de-asa-redonda e do corvo são surpreendentes e "encorajadoras", uma vez que foram perseguidos quase até à extinção "durante décadas", lembrou o investigador.

O britânico reforça que a situação está a melhorar e "embora a cenário seja ainda muito difuso, existem sinais de recuperação", lembrando que "neste momento temos o conhecimento suficiente para ajudar muitas destas aves."

Dez espécies que apresentaram o maior declínio :

Cotovia-de-poupa (95%)
Pica-pau-galego (81%)
Perdiz-cinzenta (79%)
Torcicolo (74%)
Chasco-cinzento (70%)
Rouxinol (63%)
Rola-brava (62%)
Chapim-sibilino (58%)
Abibe (51%)
Milheirinha (41%)

Dez espécies que apresentaram o maior crescimento

Bico-grossudo (658%)
Papa-moscas-de-colar (182%)
Corvo (118%)
Toutinegra-de-barrete-preto (82%)
Águia-de-asa-redonda (80%)
Pica-pau-preto (77%)
Pombo-torcaz (71%)
Rola-turca (59%)
Felosinha-ibérica (56%)
Peto-real (43%)

http://aeiou.expresso.pt


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Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapãoEles não têm pouso nem portoalimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto de saberes que o alimentodeles já estava em ti... (Mario Quintana) .

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"A renovação (águia de Fogo) Fenix ...devemos aprender com a águia, a ave que voa mais perto do Céu, que vê longe e também tem mais tempo de vida. Ela pode viver até 70 anos! Mas, para chegar a essa idade, ao chegar aos 40 anos, ela precisa tomar uma decisão muito difícil. Devido às suas unhas estarem muito encurvadas, já não consegue mais agarrar suas presas para se alimentar. E seu bico, longo e pontiagudo, fica curvado, voltando-se contra seu peito. As suas penas crescem e se avolumam demais, de forma que suas asas tornam-se pesadas e, assim, fica difícil para ela voar. Para continuar a viver, ela tem de enfrentar um doloroso processo de renovação, o qual dura 150 dias. Ela se dirige a algum lugar próximo a uma parede – onde não necessite voar. Então, começa a bater o bico contra a pedra, até arrancá-lo. Depois, espera até que lhe cresça um bico novo, para que possa desprender suas unhas, uma por uma. Em seguida, espera que estas cresçam, para que possa arrancar as penas. A águia tem de decidir arrancá-los para que estes sejam renovados. Assim, com o bico, as unhas e asas novas, ela pode voar e sobreviver novamente.”
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